Nova espécie de árvore é descrita com participação de professor da Unicentro 23/10/2020 - 14:41

Uma nova espécie de árvore encontrada em três países da América Latina, incluindo o Brasil, acaba de ser descrita por pesquisadores do Instituto de Botânica de São Paulo, da Universidade Estadual de Londrina, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Universidade Nacional de Rosário (em Santa Fé, Argentina), do International Union for Conservation of Nature (IUCN) e da Unicentro. O trabalho colaborativo teve início com a pesquisa de pós-doutorado do pesquisador André Luiz Gaglioti,  que cumpriu seu estágio no Laboratório de Genética Molecular, coordenado pelo professor Paulo Roberto da Silva, da Unicentro.

A árvore descrita, pertencente ao gênero Celtis, foi nomeada Celtis serratissima, devido a característica serrilhada da borda da folhas. “Serratissima vem da morfologia das extremidades das folhas que apresentam pequenas projeções, como se fossem dentes de um serrote”, explica o professor Paulo. Ele explica ainda que “a árvore foi encontrada há muito tempo, mas a verdadeira identidade dela só foi descoberta agora”, a partir dotrabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisadores.

Espécie descoberta faz parte do gênero Celtis

A Celtis serratissima é uma árvore que pode chegar à, aproximadamente, quatro metros de altura e produz frutos que são consumidos por animais, contribuindo para a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas onde é encontrada. A espécie foi localizada na Bolívia, no Paraguai e no Brasil – especificamente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo; há indícios, ainda, de que ela faça parte da vegetação da região noroeste do Paraná.

O DNA da espécie e o sequenciamento genético delas e de outras árvores do gênero Celtis foram obtidos no Laboratório de Genética Molecular da Unicentro. Para o professor Paulo, “a descrição de uma espécie é importante para o Programa de Pós-Graduação em Biologia Evolutiva, pois uma das linhas é a caracterização da Biodiversidade”. Além disso, ele, diz, “leva o nome da universidade para a comunidade científica mundial, como instituição comprometida com a preservação da biodiversidade por produzir estudos que visam seu conhecimento”.

O trabalho que descreve a nova espécie foi publicado, em formato de artigo (https://link.springer.com/article/10.1007/s40415-020-00656-x), no Brazilian Journal of Botany.