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11/09/2017

HV usa técnica inédita de inseminação em cães

A professora Maria Isabel Mello Martins, do Departamento de Clínicas Veterinárias, em conjunto com os alunos da Pós-Graduação em Ciência Animal Anne Kemmer Souza (doutorado) e Luis Guilherme Corsi (mestrado) realizou no Hospital Veterinário (HV) técnica inédita de inseminação de cães. É a inseminação com sêmen congelado, procedimento que possibilita a manutenção da capacidade fecundante em animais de alto interesse zootécnico por tempo indeterminado.

A chamada biotécnica consiste em um método cirúrgico em que o sêmen congelado do macho é diretamente injetado no útero da fêmea. O que determina o sucesso da inseminação artificial é o momento exato do ciclo reprodutivo da fêmea, o que reduz o erro. Outro cuidado é o acompanhamento da fase do ciclo estral da cadela durante 15 dias, com monitoramento das células vaginais por citologia ou dosagens hormonais. Todo cuidado foi necessário, pois a equipe do HV contava apenas com única dosagem de sêmen.

A inseminação artificial em animais é uma técnica utilizada na medicina veterinária para ajudar na reprodução canina por vários motivos. Qualquer raça de cachorro pode ser inseminada. A equipe fez a inseminação na raça Cane Corso (raça canina originária da Itália), muito valorizada como cão de guarda e de caça.

Segundo informações da professora Maria Isabel, a fêmea estava no 3º cio e já na primeira cria nasceram 10 filhotes saudáveis e lindos. Segundo ela, os cinco machos e cinco fêmeas nasceram de parto normal, uma condição determinada por meio do pré-natal com exames de ultra-sonografia e raio-x. "Este resultado para nós é um sucesso, na primeira vez já conseguimos as condições ideias para a inseminação. Com isso, daqui em diante queremos realizar novas inseminações", ressalta a professora.


O sêmen congelado permite que as fêmeas sejam fertilizadas por exemplares machos, mesmo fisicamente distantes, neste caso o sêmen veio de um macho Cane Corso italiano campeão. O material foi armazenado em um Laboratório do setor, localizado no Rio Grande do Sul. O uso desta técnica requer a presença e acompanhamento de um médico veterinário especializado com registro na Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). A entidade é responsável pelo aprimoramento da criação de cães no Brasil, no qual a professora da UEL Maria Isabel tem registro.
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