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15/05/2018

Com a meta de ser a primeira universidade sustentável do PR, UEM lança coleta seletiva

A Universidade Estadual de Maringá deu o pontapé inicial para o início da coleta seletiva de resíduos na instituição, como um dos passos decisivos para a consolidação da política ambiental da UEM, visando a torná-la também a primeira universidade pública estadual sustentável do Paraná.

O lançamento da campanha ocorreu, nesta segunda-feira (15), no auditório do Núcleo de Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupélia), reunindo, além do vice-reitor, Julio Damasceno; representantes da Assessoria de Planejamento, do Comitê Gestor Ambiental, e da Comissão de Recicláveis; além de autoridades ligadas a Prefeitura Municipal e ao governo do Estado.

Para fazer a coleta, no câmpus sede e no hospital universitário, os responsáveis pelo trabalho providenciaram a compra de 274 lixeiras, que, separadas por cores, irão comportar os resíduos recicláveis produzidos na instituição.

A coleta ocorrerá às terças e quintas-feiras no período da manhã, nos mesmos locais em que são recolhidos os resíduos sólidos.

Vale lembrar que estes materiais devem estar limpos. O acondicionamento de pilhas e baterias será de responsabilidade dos setores e deverá ser feito em recipientes resistentes, devidamente identificados, e posteriormente encaminhados para a coleta seletiva.

Este resíduos serão destinados exclusivamente à Cooperativa de catadores Coopercicla, vencedora da Chamada Pública feita pela UEM.

Damasceno disse que a universidade pública tem o dever de se comprometer com as questões de interesse da sociedade. Ele falou da presença de biólogos e de outros profissionais da UEM no evento, encarregados de estudar o meio ambiente nas variadas situações e de propor soluções para os problemas causados.

O vice-reitor lembrou também a presença de autoridades de órgãos incumbidos de fiscalizar a aplicação da lei, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Damasceno afirmou ter sido marcante para ele o evento ocorrido em 2010, na UEM, que representou o começo da elaboração da política ambiental da Universidade. "O grande desafio nosso é a mudança de comportamento. E esta mudança depende de todos nós", concluiu.

Para o secretário de Meio Ambiente e Bem Estar Animal, Ederlei Akamim, a expectativa de unir os esforços da Prefeitura com os produzidos num centro de conhecimento como a UEM, visando a consolidar a coleta seletiva em Maringá, é das melhores.

De acordo com ele, apenas com a utilização de 15 caminhões o município aumentou de 9 para 20 toneladas a coleta de lixo reciclado por dia, sendo possível chegar, com a mesma frota, a 40 toneladas diárias.

Pelos cálculos dele, ao menos 30% das 400 toneladas de resíduos geradas todos os dias em Maringá são recicláveis. O desafio, diz, é promover a educação ambiental da população.

A assessora de Planejamento da UEM, Alice Murakami, entende que o sucesso da campanha dependerá de cada servidor. Ela enalteceu a presença das autoridades e elogiou a parceria dos grupos PET (Programa de Educação Tutorial), envolvendo os estudantes.

O coordenador do Programa Integrado de Ação Social (Proação Ambiental), da UEM, Marino Elígio Gonçalves, fez um histórico das iniciativas surgidas, em 2008, agrupando os segmentos que tinham como foco a preocupação ambiental, e que resultaram, em 2010, na formulação de um documento, entregue à Reitoria, traçando as linhas de uma política ambiental.

A assessora ambiental da Universidade, Elenice Tavares Abreu, explicou como foi planejada a campanha, juntando representantes da Assessoria de Planejamento, do Comitê de Gestor Ambiental e da Comissão de Recicláveis.

Representantes da Acim, do Conselho Municipal do Meio Ambiente, e os pró-reitores de Recursos Humanos e Assuntos Comunitários (PRH), Ensino (PEN), e de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), Luiz Otávio Goulart, Ana Obara e Célia Granhen Tavares, também prestigiaram o evento.
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