Rondon ensina programação de jogos para crianças em Wenceslau Braz 28/07/2017 - 11:43
O quarto dia de atividades da Operação Rondon foi marcado por ações culturais, oficinas de criação de jogos virtuais, gestão de orçamento familiar, promoção da saúde, empreendedorismo e justiça restaurativa, em Wenceslau Braz. O município é uma das dez cidades do Norte Pioneiro do Paraná, região que a Operação Rondon 2017 visa atender.
O projeto da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com apoio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), envolve 240 rondonistas de 14 instituições. A professora de Odontologia da UENP, Sibelli Parreiras, explica que durante o Rondon, os universitários conhecem outras realidades, pessoas diferentes do seu ciclo. "Tem sido um ambiente muito acolhedor, com a oportunidade de compartilhar ideias, experiências e emoções".
A oficina de programação de jogos virtuais foi desenvolvida na Faculdade de Ciências de Wenceslau Braz (Facibra), que durante o dia abriga uma escola municipal. Destinada a crianças e adolescentes, a oficina iniciou os participantes nos conceitos de programação. Conforme o acadêmico de Engenharia de Computação, da Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR – Campus Cornélio Procópio, João Squinelato, a atividade foi baseada em um site online (Scratch), que permite aos jogadores entenderem como funcionam os jogos virtuais, após um game.
Squinelato conta que conheceu o Rondon por meio de uma professora e relata a experiência de benefício mútuo entre rondonistas e alunos: "Ao longo dos dias das oficinas, nós vamos aprofundando o conhecimento de programação que passamos para os alunos e hoje cada um desenvolveu seu próprio jogo".
Oficinas de dança do ventre e de introdução ao teatro foram ofertadas pelos rondonistas, no Centro Cultural de Wenceslau Braz. Karoline Buchud, acadêmica de Engenharia Mecânica da UTFPR/Cornélio Procópio, pratica dança há 10 anos e ministrou a oficina para a comunidade. Karoline afirma que a atividade é para levar autoconhecimento corporal as mulheres de diversas idades. "A oficina serve para mostrar aos participantes as coisas que eles são capazes de fazer e não têm conhecimento”.
Além das oficinas culturais, ações de saúde também marcaram o dia em Wenceslau Braz. Rondonistas realizam, na Escola Anselma Maluf Dabul, avaliações antropométricas em crianças. Objetivando levantar informações sobre as condições físicas dos estudantes. Para isso, os acadêmicos da UTFPR, UENP e escoteiros desenvolveram uma série de atividades para avaliação física, postural e motora dos alunos. As informações coletadas, depois de analisadas, serão enviadas à prefeitura de Wenceslau Braz.
Segundo Paulo Cesar Paulino, coordenador da equipe da UTFPR/Cornélio Procópio, a meta é avaliar mais de mil crianças, em cinco escolas municipais e duas particulares. "Esperamos que, a partir desses dados, a prefeitura possa desenvolver atividades e políticas para melhorar a qualidade de vida das crianças, incentivando talentos esportivos".
As rondonistas Ana Paula Maeda, estudante de Direito, e Thayminne Bergamo, acadêmica de Psicologia da UENP, fizeram rodas de conversas sobre justiça restaurativa, no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), da cidade. A dinâmica, que teve aproximadamente 50 participantes, tinha temas como o cenário jurídico de conciliação entre partes e os aspectos dos processos importantes no município.
OPERAÇÃO RONDON 2017
A Operação Rondon acontece de 23 julho a 5 de agosto em dez cidades do norte pioneiro paranaense: Jacarezinho, Siqueira Campos, Cambará, Wenceslau Braz, Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Joaquim Távora, Conselheiro Mairinck, Carlópolis e Ribeirão Claro. Envolve a UEPG, UENP, Unioeste, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFR) - Campi de Campo Mourão, Cornélio Procópio, Londrina e Ponta Grossa, Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescage), Universidade Positivo (UP), Faculdade Paranaense (Fapar) e União dos Escoteiros do Brasil (UEB). A ação tem apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com recursos do Fundo Paraná, e Sanepar; e suporte logístico das prefeituras municipais.