UEM se destaca entre as universidades mais empreendedoras do Brasil
10/12/2021 - 17:04

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A Universidade Estadual de Maringá (UEM) figura na 10ª posição entre as melhores instituições de ensino superior do Brasil em 2021, na área de extensão. A informação consta na quarta edição do Ranking de Universidades Empreendedoras (RUE), publicado nesta semana pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). Os resultados da classificação foram divulgados em sessão solene, no plenário da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, em Brasília.

Conforme os critérios do ranking, a extensão abrange a percepção acerca de ações empreendidas pelas universidades para promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de pesquisas compartilhadas com a sociedade. Esse indicador pontuou o número relativo à quantidade de ações extensionistas registradas nas instituições, dividido pelo número de alunos das respectivas universidades.

Para o reitor Júlio César Damasceno, o resultado reflete, principalmente, o apoio da UEM para o fortalecimento das empresas juniores nos vários câmpus da instituição. "Podemos dizer que a UEM se consolida como uma universidade comprometida com a cultura empreendedora. E os alunos, por iniciativa própria, vêm se engajando, cada vez mais, em projetos conectados com a sociedade e o mercado", afirma.

A pró-reitora de Extensão e Cultura da UEM, professora Débora de Mello Gonçalves Sant'Ana, destaca a influência de ações extensionistas no fomento da cultura empreendedora entre os estudantes. “Nesse cenário, há uma participação muito significativa dos alunos envolvidos nas iniciativas de empresas juniores, o que reforça o peso das ações de extensão paralelas às atividades de ensino e pesquisa”, salienta.

Atualmente, a UEM dispõe de 31 empresas juniores (EJs) ligadas a todas as áreas do conhecimento. O câmpus sede, em Maringá, reúne 27 EJs, enquanto o restante está distribuído entre os câmpus de Cianorte, Goioerê e Umuarama. A primeira EJ da UEM foi fundada em 1991, quando o Movimento Empresa Júnior (MEJ) ainda era uma novidade no Brasil. Uma nova EJ está em fase de implantação na instituição, vinculada ao curso de Medicina.

RESULTADOS – O RUE avaliou seis dimensões: cultura empreendedora, internacionalização, infraestrutura, inovação, capital financeiro e a extensão. Na classificação geral, a UEM aparece na 27ª colocação nacional e em nono lugar entre as universidades do Sul do Brasil. Considerando somente as instituições estaduais, a UEM figura na primeira posição na região. Ao todo, foram ranqueadas 34 instituições dos três estados do Sul, sendo sete estaduais.

Além da UEM, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) também se destacou no ranking, posicionada no 10º lugar geral e na primeira colocação entre as instituições da Região Sul.

Desde 2016, o Movimento Empresa Júnior (MEJ), representado pela Brasil Júnior, organiza essa pesquisa de universidades mais empreendedoras. O levantamento já é considerado o maior relatório brasileiro sobre o tema e o maior ranking feito por estudantes em todo o mundo. Nesta quarta edição, foram 126 universidades avaliadas e mais de 24 mil estudantes consultados.

ATUAÇÃO – O Movimento Empresa Júnior (MEJ) teve início na década de 1960, na Europa. No Brasil, as primeiras EJs surgiram no final dos anos 1980. Regulamentadas pela Lei 13.267/2016, as empresas juniores são organizações sem finalidade lucrativa, compostas e geridas por estudantes matriculados em cursos de graduação. O objetivo é proporcionar uma vivência empresarial, capacitando os universitários para o mercado de trabalho.

Atualmente, em todo o Brasil, são mais de 26 mil empresários juniores em 285 instituições de ensino superior. A rede de EJs vinculada à Brasil Júnior, por meio das federações estaduais de empresas juniores, conta com mais de 1.470 empresas. Juntas, essas EJs somam cerca de 34 mil projetos executados e faturamento em torno de R$ 34 milhões.

Desde 2010, segundo dados da Brasil Júnior, o MEJ já impactou mais de R$ 70 milhões na economia brasileira. Os recursos foram integralmente reinvestidos na educação empreendedora dos estudantes.

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