Estado investe R$ 8 milhões em pesquisas sobre bactérias multirresistentes

22/05/2026
O Paraná deu mais um passo estratégico no fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação com o lançamento oficial do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Proteômica – Sinergia Científica a Serviço da Saúde Pública. No total, o Estado destina 8 milhões de reais para as ações do grupo e para a compra do Espectrômetro de Massas do Centro Analítico de Araucária, que é essencial para o trabalho e que recebeu metade dos recursos de investimentos. De acordo com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o NAPI Proteômica integra um conjunto estratégico de novos arranjos de pesquisa e inovação que o Paraná vem estruturando na área das ciências da vida e da saúde. // SONORA RAMIRO WAHRHAFTIG //

A proteômica é a área da ciência que estuda as proteínas do organismo a partir de tecnologias avançadas de análise molecular, permitindo identificar alterações relacionadas a doenças e contribuir para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais precisos e avanços na medicina de precisão. O NAPI tem entre as linhas de pesquisa estudos sobre bactérias multirresistentes, biomarcadores de câncer, interação proteína-proteína, inteligência artificial aplicada ao diagnóstico médico, doenças neurodegenerativas e envelhecimento da pele. Um dos projetos utiliza espectrometria de massas e inteligência artificial para auxiliar no diagnóstico de doenças cerebrais sem necessidade de biópsia invasiva. Outro estudo, desenvolvido em parceria com pesquisadores do Laboratório Central do Estado e da PUC-PR, busca identificar bactérias resistentes a antibióticos com maior precisão, tema considerado um dos principais desafios globais de saúde pública. O pesquisador da Fiocruz Paraná e articulador do NAPI, Paulo Costa Carvalho, explica qual é o objetivo dessa iniciativa. // SONORA PAULO COSTA CARVALHO //

O avanço no setor também é impulsionado pela inauguração do Centro Analítico Araucária, espaço que abriga o primeiro espectrômetro de massas Orbitrap Excedion Pro da América Latina, um equipamento de última geração adquirido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária. No Paraná, o projeto ainda inclui parceria com o Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava, ampliando a integração entre genômica, proteômica, inteligência artificial e medicina de precisão. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Marcos Pelegrina, ressalta que as redes colaborativas de pesquisa já mostraram resultados importantes na qualificação da ciência produzida no Paraná. // SONORA MARCOS PELEGRINA //

Mais informações estão no site da Agência Estadual de Notícias, parana.pr.gov.br/aen. (Repórter: Gustavo Vaz)