Pesquisas receberão R$ 2 milhões do Governo do Paraná para gerar novos negócios

21/10/2026
O Governo do Paraná divulgou nesta quarta-feira a lista com os 10 pesquisadores finalistas da sexta edição do Prime, o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado, que vão receber 200 mil reais para desenvolver novas tecnologias, somando um investimento de 2 milhões de reais. A assinatura dos financiamentos está prevista para 10 de novembro, durante a programação do Paraná Faz Ciência 2026 e da 6ª Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que serão realizados em Cascavel, entre 9 e 13 de novembro. Coordenado pela Seti, Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em parceria com a Fundação Araucária, o Prime tem como objetivo transformar os resultados de pesquisas acadêmicas em produtos, serviços e novos negócios. Entre os projetos finalistas desta edição do programa estão soluções inovadoras nas áreas de agricultura e agronegócios, biotecnologia e saúde e cidades inteligentes. Os recursos são do Fundo Paraná de fomento científico, uma dotação constitucional administrada pela Seti. Para o diretor de Ciência e Tecnologia da pasta, Marcos Pelegrina, o Prime representa uma política pública estratégica de fomento à inovação. // SONORA MARCOS PELEGRINA //

Neste ano, 108 pesquisadores e 35 empreendedores participaram da primeira fase de capacitação do programa, que começou em maio. Desse total, 40 projetos avançaram para a segunda etapa, focada na maturação dos negócios e no desenvolvimento de modelos de transferência tecnológica. Um dos projetos da UEL é um defensivo agrícola sustentável que combina substâncias naturais para aumentar a proteção das plantas contra fungos e reduzir a quantidade necessária de produtos químicos nas lavouras. Segundo o autor dessa proposta, professor Doumit Camilios Neto, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia da UEL, ainda há desafios para levar o conhecimento científico à sociedade. // SONORA DOUMIT CAMILIOS NETO //

Já na UTFPR, uma das tecnologias propostas consiste em um produto à base de resina natural que, aplicado em peças metálicas, como joias, bijuterias, óculos e utensílios, forma uma película transparente. Após a secagem, essa camada protege o material contra a corrosão e atua como uma barreira física entre o metal e a pele humana. Responsável pelo estudo, a professora Samara Silva de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UTFPR em Dois Vizinhos, destaca que o Prime muda a forma de enxergar as próprias pesquisas. // SONORA SAMARA SILVA DE SOUZA //

Em outra frente de atuação, o Prime conta com um edital de seleção de empresas para adquirir, licenciar ou desenvolver as tecnologias dos pesquisadores. Nesta edição, foram selecionadas 13 empresas, que manifestaram interesse em 22 projetos, que poderão avançar em negociações conduzidas pelos Núcleos de Inovação Tecnológica das instituições de ensino superior. (Reportagem: Cristiano Sousa | Narração: Gustavo Vaz)