Público do Show Rural pode conferir inovações para o agro criadas por pesquisadores

09/02/2026
Os visitantes do Show Rural 2026 podem conhecer de perto como a ciência e a tecnologia ajudam a enfrentar os desafios do campo. No estande da Unioeste, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior apresenta inovações desenvolvidas por pesquisadores de universidades do Paraná, com apoio de programas do Governo do Estado. No mesmo espaço, a Fundação Araucária também promove ações voltadas à ciência, ao agronegócio e à sustentabilidade. O objetivo é mostrar o investimento em pesquisa aplicada para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio paranaense. O Show Rural começou nesta segunda-feira e segue até sexta, reunindo soluções inovadoras para o setor. Grande parte dos projetos em exposição é finalista do programa Prime, coordenado pela Seti. A iniciativa seleciona e financia pesquisas com potencial de mercado, com aporte de 200 mil reais por projeto. Durante a feira, o público pode conversar com os pesquisadores, ver protótipos e entender como as soluções foram desenvolvidas. Para o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, o destaque desses projetos no principal evento do agronegócio do Sul do Brasil confirma a estratégia do governo em posicionar a área de ciência e tecnologia como alicerces do desenvolvimento. // SONORA ALDO BONA //

Entre os destaques está uma lixeira inteligente criada pela UTFPR, no câmpus de Apucarana. O equipamento transforma resíduos orgânicos em adubo sólido e fertilizante líquido em poucos minutos, sem odor, ajudando a reduzir o lixo enviado aos aterros. Outro projeto apresentado é um sanitizante natural desenvolvido pela UEL. O produto pode ser usado na higienização de carnes, frutas e verduras e elimina 99,9% das bactérias, como a Salmonella, em cerca de dez minutos, sem deixar resíduos ou cheiro. Doutor em Genética e Biologia Molecular, o professor Gerson Nakazato, do Departamento de Microbiologia da UEL, destacou o evento como um ponto de encontro estratégico entre a academia e o setor produtivo. // SONORA GERSON NAKAZATO //

Na área de biotecnologia, o estande também apresenta pesquisas apoiadas pelo programa Ageuni, que integra universidades, empresas e o setor público. Entre elas, um estudo que transforma resíduos da piscicultura, como pele e escamas de peixe, em colágeno para uso nas indústrias alimentícia e de suplementos. Outro projeto busca melhorar um fertilizante biológico já existente no mercado, ampliando a vida útil para até 1 ano sem necessidade de refrigeração, o que torna o produto mais acessível aos produtores rurais. (Reportagem: Cristiano Sousa | Narração: Gabriel Ramos)