Universidades estaduais ofertam atendimento odontológico gratuito para crianças e bebês

25/06/2026
A rede de universidades estaduais do Paraná mantém um modelo pioneiro de atendimento odontológico voltado à primeira infância, focado na redução da incidência e gravidade da cárie e na prevenção de procedimentos invasivos e internações. O impacto desta atuação, estruturada a partir da primeira clínica especializada do Brasil, da UEL, motiva um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná para instituir o Dia Estadual da Saúde Bucal do Bebê, em 12 de março. A Bebê Clínica da UEL oferece serviços de pronto atendimento, consultas especializadas e acompanhamento contínuo de bebês com cerca de quatro meses até os cinco anos, com o objetivo de reduzir, também, atendimentos de urgência, além de episódios de dores agudas. Cerca de 4 mil 500 pacientes foram contemplados com mais de 42 mil procedimentos, pelo programa de prevenção e acompanhamento. A UEL também desenvolveu, na Bebê Clínica, um projeto de pesquisa que utilizou alinhadores transparentes no tratamento ortodôntico de crianças e adolescentes com deficiência cognitiva. A iniciativa contemplou pacientes que enfrentam desafios de adaptação a aparelhos fixos por particularidades comportamentais e sensoriais. É o que explica a professora Luciana Inagaki Nomura, do Departamento de Odontologia Infantil da universidade. // SONORA LUCIANA INAGAKI NOMURA //

A UEM também conduz um projeto dedicado a bebês em parceria com o Banco de Leite do Hospital Universitário. A iniciativa é dedicada a diagnosticar e fazer cirurgias nos freios linguais de recém-nascidos por meio do “teste da linguinha”, exame obrigatório por lei. A identificação precoce é importante para evitar que a mãe enfrente dores causadas por dificuldades de sucção na hora da amamentação, que pode comprometer a alimentação e gerar baixo ganho de peso para o bebê. Na área da pesquisa científica, professores do curso de Odontologia da UEM investigam os impactos do freio lingual encurtado. A pesquisadora Gabriela Cristina Santin, coordenadora do projeto, conta que essa pesquisa tem dedicação de, no mínimo, oito anos para avaliar as funções de respiração, deglutição e crescimento maxilar. // SONORA GABRIELA CRISTINA SANTIN //

Mais informações estão no site da Agência Estadual de Notícias, parana.pr.gov.br/aen. (Reportagem: Maria Eduarda Cruz | Narração: Victor Luís)