A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) recebeu sinal verde do Estado para início da construção de três novas Casas do Estudante Universitário, nos câmpus de Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu. A ordem de serviço foi assinada nesta quarta-feira (16) na Reitoria da instituição, em Cascavel. O ato marca uma importante obra de infraestrutura, mas principalmente o avanço de uma política de permanência estudantil da instituição.
Presente no evento, o governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou o papel das universidades estaduais. “O Paraná hoje é o estado que mais investe per capita em pesquisa e inovação no Brasil, e isso é fruto do bom ambiente e desse bom momento das nossas universidades, que vêm avançando e ajudando o Paraná a crescer e se desenvolver”, comentou.
Ratinho Junior visitou uma parte do campus, conheceu a sala que abrigará futuramente um supercomputador comprado pelo Estado e viu projetos arquitetônicos desenvolvidos pela instituição para atendimento a prefeituras de cidades com até 30 mil habitantes.
“É um prazer ver toda a estrutura dessa universidade que é uma referência para nós e um orgulho para o Paraná. Estamos investindo R$ 10,5 milhões para a construção de três Casas do Estudante Universitário que muitos jovens vão poder usufruir”, disse o governador.
Cada unidade terá 830,5 m², com 35 quartos com banheiros individuais, cozinhas e lavanderias coletivas, salas de estudo, áreas de convivência e estrutura acessível para pessoas com deficiência. Inicialmente, poderão ser acomodadas até duas pessoas em cada quarto. O investimento beneficiará diretamente os estudantes em maior vulnerabilidade social.
Mais do que reforçar a infraestrutura da Unioeste, a iniciativa visa enfrentar um dos principais fatores de evasão no ensino superior público: a dificuldade de estudantes permanecerem na universidade por falta de condições econômicas para custear moradia e deslocamento.
Além de reduzir os custos dos alunos com aluguel e transporte, a proximidade da residência com o campus assegura melhores condições de desempenho acadêmico, favorecendo, inclusive, a participação em projetos que complementam sua formação.
“É uma casa para aquele aluno que quer estudar, se dedicar. Eu tenho certeza de que vai fazer diferença na vida de muitos alunos da região e de fora que, às vezes, têm extrema dificuldade de se sustentar”, disse o reitor da Unioeste, Alexandre Webber. “A mensalidade da universidade é gratuita, mas não é fácil se manter em outra cidade, longe da casa dos pais”, acrescentou.
As três novas edificações fazem parte de um projeto mais robusto da Unioeste que abrange a construção de cinco Casas do Estudante. A primeira a sair do papel é a unidade do Campus de Cascavel, cuja construção chegou a 35% de execução neste mês. A conclusão da obra está prevista para dezembro com um custo de R$ 2.859.794,24.
A única unidade prevista que segue na fase de documentação é a de Francisco Beltrão, que aguarda a regularização do terreno onde será implantada.
EM ALTA — O reitor da Unioeste também ressaltou que o Paraná vive o melhor momento da história das universidades. “As estaduais têm um papel fundamental porque são as primeiras a interiorizar. As nossas sete universidades estão no Interior do Paraná. E, sem dúvida nenhuma, elas nunca trabalharam tanto junto com a comunidade, tendo essa estabilidade”, afirmou.
“Essa estabilidade já está gerando transformações e tenho certeza que outras virão. Sempre com as nossas universidades estaduais fazendo o que a sociedade brigou para que elas existissem: o desenvolvimento regional”, concluiu.
Para o prefeito de Toledo, Mario Costenaro, cidade que receberá uma das unidades, a medida é um avanço para a entidade, para os estudantes e para o município.
“A Unioeste se fortalecendo dessa maneira cria um impacto extremamente positivo, definindo Toledo como uma cidade universitária, com a Unioeste dando mais esse apoio ao estudante que precisa, para que ele se fixe na região com segurança, tranquilidade e com o suporte que ele merece”, disse o prefeito.












