Novo Sistema Climático integra dados de mais de 100 estações do Paraná

Um sistema desenvolvido em parceria pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Itaipu Binacional e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) vai integrar e monitorar dados de 105 estações meteorológicas do Paraná. O projeto foi desenvolvido no PTI por meio do Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Celtab).
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24/01/2019 - 17:30
Editoria

Um sistema desenvolvido em parceria pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Itaipu Binacional e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) vai integrar e monitorar dados de 105 estações meteorológicas do Paraná. O projeto foi desenvolvido no PTI por meio do Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas (Celtab).

O SMEC2 foi oficialmente entregue nesta quarta-feira, 23, em solenidade realizada no PTI. No Centro de Controle e Operações, os convidados puderam acompanhar dados das estações em tempo real, como temperatura, umidade e chuva.

O desenvolvimento do SMEC2 partiu de uma demanda da Itaipu de adequações da comunicação das estações meteorológicas da usina, pois havia uma dificuldade em coletar informações dos equipamentos. A partir daí, foram criadas soluções para atualizar e conectar as estações, e os pesquisadores enxergaram a possibilidade de ampliar os resultados com um sistema para o qual esses dados pudessem ser transmitidos.

Como funciona

O ambiente do SMEC2 possibilita a fácil visualização dessas informações e a interação com o sistema, com a produção de gráficos e a comparação de valores. O sistema já está sendo utilizado para auxiliar produtores rurais que podem a partir dos dados saber, por exemplo, qual o momento mais adequado para o plantio ou para a aplicação de um defensivo agrícola.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Marcos Stamm, ressaltou que o lançamento do SMEC2 está na “essência do PTI, que é a inovação, e criar um novo produto ou atualizar para atender as necessidades da região”.

O diretor superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado Afonso, destacou que o SMEC2 tem uma ligação muito próxima com a vocação da região. “Sabemos que temos que verticalizar a agricultura até para explorar novas áreas para a produção de proteína, seja animal ou vegetal, mas com a tecnologia conseguimos fazer muito mais com menos recursos naturais”, afirmou. “Essa é mais uma ação que coloca o conhecimento gerado no PTI à disposição do setor produtivo e da sociedade como um todo”, complementou.

O coordenador da área de agrometeorologia do Iapar, Paulo Ricardo Nitsche, explicou que a evolução das estações meteorológicas nos últimos anos fez com que o volume de informações crescesse exponencialmente, e agora são necessários sistemas inteligentes – como o SMEC2 – para gerar produtos que vão auxiliar a assistência técnica e que tragam benefícios aos produtores. “Então é muito gratificante darmos início a esse trabalho”.

A intenção é que, em uma próxima fase, sejam agregados ao SMEC2 sistemas de análise e de Inteligência Artificial para que haja um aprofundamento dos dados obtidos e, dessa forma, dar maior subsídio à tomada de decisões para o agronegócio, o meio ambiente e outras áreas em que poderá ser aplicado.

(Fonte: AI Parque Tecnológico de Itaipu)