Obra do MASP é restaurada com apoio de Laboratório da UEL
17/09/2013 - 11:00
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) abre ao público nesta quinta-feira (19) a pintura “Moema”, do brasileiro Vítor Meireles, reintegrada ao acervo permanente do museu, após um longo trabalho de restauro, que contou com o trabalho do Laboratório de Física Nuclear Aplicada (LFNA) da UEL, responsável pela documentação científica do processo. O quadro é datado de 1866, obra prima do século XIX. Na quarta-feira (18), em uma cerimônia para convidados, a obra será reapresentada, quando a equipe do LFNA lança um livro bilíngue narrando o trabalho desenvolvido. A equipe é coordenada pelo professor Carlos Roberto Appoloni, do Departamento de Física da UEL, juntamente com o também professor Fábio Lopes e o estudante de pós-graduação Madson Bruno.
O LFNA da UEL é pioneiro na técnica de realização de protocolos para restauro de obras de museus de arqueologia e de arte. Segundo o professor Appoloni, o trabalho teve início em 1994, atendendo museus arqueológicos do país e exterior que necessitavam deste tipo de atendimento. A partir de 2003, o laboratório ampliou o atendimento para apoio a processos de restauração de obras de arte. No Brasil, além da UEL, somente a USP e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio de seus cursos de Física, é que fazem esse trabalho.
Appoloni explica que o trabalho desenvolvido pelos físicos segue protocolo internacional de documentação, análise visual, artística, de imageamento e dos pigmentos, por meio de técnicas atômico-nucleares, que não interferem na obra. Cada trabalho, rende um relatório completo, que permite que futuramente, em caso de necessidade de nova recuperação, o restaurador possa ter informações sobre a obra. Do ponto de vista acadêmico, cada protocolo significa um artigo científico, como o livro que a equipe do LFNA deverá lançar nesta quarta-feira.
O professor informa que o trabalho permite verificar pigmentos originais e não originais. No livro a equipe descreve que existem dois métodos utilizados para identificar pigmentos, utilizando a medição por composição química elementar, a partir dos elementos observados ou avaliando a “assinatura” molecular dos materiais da região de interesse, comparando-os com um banco de dados dos pigmentos. Ainda segundo o artigo, existe uma grande variedade de metodologias das duas categorias, que podem ser divididas em métodos portáteis, que podem ser realizados no museu e de laboratório, mais precisos, mais caros e que por isso requerem que a obra seja deslocada.
Appoloni contou que, no caso de “Moema”, a equipe se deslocou até o MASP levando equipamentos portáteis de Fluorescência de Raio-X e de Espectroscopia Raman (técnica de análise de alta resolução que pode proporcionar, em poucos segundos, informação química e estrutural de quase qualquer material, permitindo assim sua identificação).
Na primeira etapa a equipe aproveitou a decapagem da obra (quando se retira o verniz do quadro) para fazer as primeiras análises. Em um segundo momento foram necessários mais três dias de análises para as medidas necessárias para a elaboração do protocolo. Ainda de acordo com Appoloni, feitas as observações e medidas, os pesquisadores precisam trabalhar durante semanas na análise dos dados coletados visando um relatório final, que será repassado aos responsáveis pelo acervo artístico e pela restauração. Trabalho concluído, o quadro sai da reserva técnica retornando para o acervo permanente, que pode ser visitado pelo público.
A obra
“Moema” é uma das obras de Vitor Meirelles, pintor brasileiro que ficou conhecido por pinturas religiosas. No quadro restaurado com apoio da equipe da UEL, Meireles narra uma história de amor entre a índia Moema e o colonizador português Diogo Álvares. Quando decide retornar para a Europa, o colonizar leva consigo outra índia, decepcionando Moema que se atira ao mar na tentativa de alcançar o navio de Diogo, morrendo afogada. A pintura mostra exatamente o corpo da índia, já sem vida, em uma praia brasileira.
O LFNA da UEL é pioneiro na técnica de realização de protocolos para restauro de obras de museus de arqueologia e de arte. Segundo o professor Appoloni, o trabalho teve início em 1994, atendendo museus arqueológicos do país e exterior que necessitavam deste tipo de atendimento. A partir de 2003, o laboratório ampliou o atendimento para apoio a processos de restauração de obras de arte. No Brasil, além da UEL, somente a USP e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio de seus cursos de Física, é que fazem esse trabalho.
Appoloni explica que o trabalho desenvolvido pelos físicos segue protocolo internacional de documentação, análise visual, artística, de imageamento e dos pigmentos, por meio de técnicas atômico-nucleares, que não interferem na obra. Cada trabalho, rende um relatório completo, que permite que futuramente, em caso de necessidade de nova recuperação, o restaurador possa ter informações sobre a obra. Do ponto de vista acadêmico, cada protocolo significa um artigo científico, como o livro que a equipe do LFNA deverá lançar nesta quarta-feira.
O professor informa que o trabalho permite verificar pigmentos originais e não originais. No livro a equipe descreve que existem dois métodos utilizados para identificar pigmentos, utilizando a medição por composição química elementar, a partir dos elementos observados ou avaliando a “assinatura” molecular dos materiais da região de interesse, comparando-os com um banco de dados dos pigmentos. Ainda segundo o artigo, existe uma grande variedade de metodologias das duas categorias, que podem ser divididas em métodos portáteis, que podem ser realizados no museu e de laboratório, mais precisos, mais caros e que por isso requerem que a obra seja deslocada.
Appoloni contou que, no caso de “Moema”, a equipe se deslocou até o MASP levando equipamentos portáteis de Fluorescência de Raio-X e de Espectroscopia Raman (técnica de análise de alta resolução que pode proporcionar, em poucos segundos, informação química e estrutural de quase qualquer material, permitindo assim sua identificação).
Na primeira etapa a equipe aproveitou a decapagem da obra (quando se retira o verniz do quadro) para fazer as primeiras análises. Em um segundo momento foram necessários mais três dias de análises para as medidas necessárias para a elaboração do protocolo. Ainda de acordo com Appoloni, feitas as observações e medidas, os pesquisadores precisam trabalhar durante semanas na análise dos dados coletados visando um relatório final, que será repassado aos responsáveis pelo acervo artístico e pela restauração. Trabalho concluído, o quadro sai da reserva técnica retornando para o acervo permanente, que pode ser visitado pelo público.
A obra
“Moema” é uma das obras de Vitor Meirelles, pintor brasileiro que ficou conhecido por pinturas religiosas. No quadro restaurado com apoio da equipe da UEL, Meireles narra uma história de amor entre a índia Moema e o colonizador português Diogo Álvares. Quando decide retornar para a Europa, o colonizar leva consigo outra índia, decepcionando Moema que se atira ao mar na tentativa de alcançar o navio de Diogo, morrendo afogada. A pintura mostra exatamente o corpo da índia, já sem vida, em uma praia brasileira.


