Paraná vai mandar mais 251 professores para intercâmbio internacional no Canadá 05/02/2026 - 14:40
A Secretaria de Estado de Educação do Paraná (Seed-PR) realizou, nesta quinta-feira (5), o evento de alinhamento da segunda edição do Ganhando o Mundo Professor, programa de formação continuada no Exterior destinado aos professores da rede estadual de ensino. O encontro aconteceu no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e reuniu os 251 docentes selecionados para o intercâmbio para um último encontro de formação antes da viagem.
O primeiro grupo embarca nesta sexta-feira (6), com 132 professores, e os 119 restantes viajam no sábado (7). A cerimônia contou também com a presença dos 22 professores mentores e 32 chefes de Núcleos Regionais de Educação.
Para o vice-governador Darci Piana, que participou do evento, o programa representa uma oportunidade de aprendizagem e evolução na educação estadual. “Agora chegou a vez dos professores. Na segunda etapa são 251 professores que vão para o Canadá, para ter a experiência do chamado primeiro mundo. Para vocês que estão indo, prestem atenção, fiquem de olhos abertos para trazer essa experiência e serem multiplicadores aqui no nosso Estado, isso engrandece a nossa educação”, comentou.
De acordo com o secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, o Ganhando o Mundo Professor representa um importante avanço nos investimentos em qualidade para educação dos estudantes paranaenses. “É um investimento real nos professores. Eles vão ter a oportunidade de aprender sobre metodologia, tecnologia, currículo dentro do Canadá, que é uma educação de referência para o mundo. Investir na formação continuada de professores é um ganho para a educação do nosso Estado, é dessa forma que a gente continua avançando”, ressaltou.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, também destacou a formação continuada promovida pelo Estado, que proporciona uma educação cada vez mais robusta para os paranaenses. “Formação continuada é fundamental para que a gente possa manter o entusiasmo e nos prepararmos cada vez melhor para os desafios de uma educação em um mundo que nos desafia constantemente com as mudanças, sobretudo com as novas tecnologias à disposição de toda a sociedade”, completou.
O objetivo do encontro foi reforçar o caráter pedagógico do programa, que possibilita uma formação continuada para professores da rede estadual, com uma vivência cultural em outro país.
Durante a cerimônia, foi apresentado o funcionamento do intercâmbio, com orientações sobre o embarque e logística, além de informações administrativas e culturais sobre a formação no Exterior.
EMPENHO E DEDICAÇÃO – Mesmo antes do embarque, os professores selecionados vêm se preparando para a viagem no último ano, como é o caso da pedagoga Débora Barella, que reside em Rio Bonito do Iguaçu, e mesmo com o tornado enfrentado pelo município em novembro do ano passado, não abriu mão do desejo de participar do intercâmbio.
“Pensei em desistir, pois ficamos mais de 15 dias sem energia elétrica, sem comunicação, sem um lugar para voltar. Rio Bonito estava em reconstrução, e o cenário ao meu redor era de perdas. No início, parecia egoísmo focar em um intercâmbio enquanto minha família e a cidade lidavam com destroços. Mas conforme o tempo passava pensei nessa formação como uma semente de esperança para a minha retomada. Estudar e me preparar tornou-se um refúgio e minha forma de dizer que o futuro ainda existia, apesar de tudo”, disse.
Segundo ela, receber a notícia de que tinha sido selecionada foi a materialização de meses de esforço e dedicação à educação, ainda mais tendo o Canadá como destino. “Foi uma mistura intensa de euforia e gratidão. Como pedagoga, sei que o Canadá é uma das maiores referências mundiais em educação inclusiva e inovação pedagógica. Saber que eu teria a chance de beber direto dessa fonte foi, sem dúvida, um dos maiores marcos da minha carreira”, reforçou.
Débora e outros 24 professores selecionados foram mentorados por Greyce Contini Pilati e Vanessa Stafusa Sala Denuzi, duas dos 22 mentores que já tiveram a experiência de participar do programa e agora puderam orientar os novos participantes para prepará-los para a experiência.
Para Greyce, a mentoria é uma oportunidade de melhorar a experiência dos professores que estão participando e também aprender com os projetos desenvolvidos por eles. “A mentoria atua exatamente na orientação da adequação das diferenças culturais de um país para o outro, pois por conhecer ambas realidades podemos aconselhar o mentorado para uma melhor experiência de intercâmbio e auxiliar no desafio de adequar o que aprendemos no Canadá para a realidade das nossas escolas, aqui no Paraná” disse.
Greyce destaca que, no caso de Débora, a mentoria foi muito além da preparação técnica. “Foi, sem dúvida, um momento tocante da minha trajetória como mentora. Diante de uma tragédia natural, a prioridade imediata deixou de ser a participação das mentorias e os prazos das atividades e passou a ser de acolhimento”, afirmou.
Cuidado que gerou resultado na preparação de Débora para a viagem. “A mentoria foi o meu porto seguro. Ela foi essencial para organizar meus objetivos de aprendizagem e me dar clareza sobre o que focar. Ter alguém com experiência me orientando ajudou a transformar a insegurança em confiança, garantindo que eu estivesse preparada não apenas para viajar, mas para aproveitar cada minuto academicamente”, disse.
GANHANDO O MUNDO PROFESSOR – Entre os maiores programas de intercâmbio docente do Brasil, o Ganhando o Mundo Professor já está em sua segunda edição, que conta com R$ 9,5 milhões de investimento. Em 2025 o programa selecionou 250 docentes que agora passarão três semanas no Canadá, no Greystone College em Toronto, para uma imersão pedagógica. O primeiro grupo embarca nesta sexta-feira (6), com 132 professores. Os 119 restantes viajam no sábado (7).
Nesse intercâmbio eles vão se aprofundar em atividades voltadas a metodologias ativas, educação inclusiva, gestão de sala de aula, uso de tecnologias e avaliação da aprendizagem. O objetivo é que o conhecimento adquirido no país seja replicado na rede estadual de ensino.
A escolha do Canadá se deve à nota alcançada pelo país norte-americano no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), principal indicador de qualidade educacional internacional, ficando entre os 10 primeiros e o único das Américas nesse recorte. Apesar de subir algumas posições, o Brasil ficou abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em 2023, na primeira edição, o programa levou 99 professores para o Exterior, 24 para a Finlândia e 75 para o Canadá, com investimento de R$ 3,9 milhões.




































