Pesquisa inédita traça perfil de saúde de alunos da UEL 20/11/2013 - 17:04

A saúde dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vai bem, obrigada. A conclusão é de pesquisa realizada pelo professor Márcio Teixeira, do Departamento de Educação Física, para sua tese de doutorado, que constatou dados satisfatórios em relação a prática de exercícios físicos e nutrição.

Além disso, o professor ressalta que o índice de uso de drogas lícitas, álcool e tabaco, é menor que o apontado por outras pesquisas feitas com pessoas da mesma faixa etária da população.

As entrevistas começaram a ser feitas em março deste ano e só terminaram no fim de outubro. O modelo da pesquisa, inédito no país, foi elaborado durante o mestrado de Teixeira, baseado em modelo americano aplicado pelo American College Health Assessment, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Os resultados serão apresentados na tese de doutorado que será defendida em março do próximo ano.

Ao todo foram 2.600 entrevistados, que representam 20% dos alunos de 43 cursos dos centros acadêmicos de Ciências Exatas, da Saúde, de Agrárias, de Letras e Humanas, de Educação Física e de Tecnologia e Urbanismo. Os temas abordados foram atividade física, vida sexual, consumo de drogas, rotinas de sono e hábitos de alimentação.

Embora ainda não tenha finalizado a tabulação dos dados, Teixeira adianta que a maioria dos entrevistados disse estar no peso ideal, que come porções de frutas e/ou vegetais usualmente, pratica exercícios aeróbios/cardiorrespiratório de intensidade moderada por pelo menos 30 minutos pelo menos duas vezes por semana e exercícios de fortalecimento muscular.

Entre os fatores que mais interferem no desempenho acadêmico, a pesquisa registrou que os mais frequentes são estresse, dificuldade de sono, trabalho, internet e também depressão.

Teixeira salienta que os resultados são mais positivos do que os próprios alunos acreditam ser. “Em geral os resultados extraoficiais demonstraram que os estudantes da UEL apresentaram níveis de comportamentos de risco bem abaixo do que os próprios universitários indicaram com suas próprias percepções apontadas no questionário”, explica.

Depois de apresentados na defesa de tese do professor Teixeira, os resultados da pesquisa servirão de base para que a universidade possa criar políticas que melhorem a saúde dos estudantes e, consequentemente, o desempenho acadêmico.

Em âmbito estadual, o orientador do mestrado de Teixeira, Dartagnam Pinto Guedes, da Secretaria do Esportes e Turismo, pretende fazer com que a pesquisa seja aplicada em todas as universidades estaduais e também em algumas particulares.