Unioeste obtém Terceira Carta Patente para tecnologia ambiental 14/11/2013 - 16:17

O Projeto Pró-Natureza Limpa, do campus de Toledo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), acaba de receber a terceira carta patente para um dos produtos que desenvolveu, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O produto se chama “Sistema modular compacto de Decantação para tratamento de afluentes/efluentes provenientes de diversas fontes” e já está sendo negociado, para transferência de tecnologia, com duas empresas da região, a Biogás Motores Estacionários e a Inomaq.

O coordenador geral do Núcleo de Inovações Tecnológicas (NIT) da Unioeste, professor Camilo Freddy Morejon, explica que a tecnologia desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química tem diversas aplicações nos processos que requeiram a separação de sólidos particulados em suspensão, por decantação. O equipamento tem maior eficiência, menor requerimento de espaço, facilidade de instalação/operação/manutenção, menor custo e aplicação versátil, quando comparado com os similares existentes.

O próprio equipamento é um exemplo de transformação do lixo em tecnologia ambiental, uma vez que os materiais necessários para a construção do modelo podem vir da reutilização ou do aproveitamento do lixo útil. O equipamento pode ter diversas aplicações, dentro dos processos que requeiram a separação de sólidos particulados sedimentáveis em suspensão, seja na área rural, urbana e/ou industrial.

Dependendo do caso, pode ser utilizado de forma separada ou junto a outros equipamentos, no tratamento de água de chuva que contiver sólidos particulados sedimentáveis; no tratamento seletivo (na fonte) de efluentes domésticos gerados em casas, prédios e condomínios da área urbana e rural; no tratamento de efluentes de postos de lavagem de veículos para reuso da água; na área rural, como sistema de tratamento de efluentes resultantes da limpeza de aviários, esterqueiras, e currais de gado leiteiro e no tratamento preliminar (na fonte) dos efluentes resultantes da atividade industrial.

TERCEIRO PRODUTO – De acordo com Morejon, a meta da inovação não é somente a proteção dos resultados por meio de patente, ou a carta patente, mas vai além. “Ela se concretiza quando a patente ganha o mercado/sociedade, gera benefícios sociais e contribui para o desenvolvimento regional sustentável e, nesse quesito a Unioeste possui 14 produtos tecnológicos que foram objeto de transferência/licenciamento de tecnologia”, afirma.

A mesma equipe da Unioeste, coordenada pelo professor Camilo Morejon, já recebeu, anteriormente, duas cartas patentes do INPI. A primeira, concedida no ano passado, foi para o “Biodigestor modular para a produção de biogás, biofertilizante e bio-ração”, que foi licenciado para uma empresa de Recife, a Pernambuco Biosolos, que já trabalha com lixo.

A segunda patente foi concedida em agosto deste ano, para um produto similar ao da terceira patente. Chama-se “Sistema modular compacto de Flotação para tratamento de afluentes/efluentes provenientes de diversas fontes”. A Unioeste conta com 44 resultados tecnológicos na área de Inovação. Desse total 21 são pedidos de patente, 2 know how, 2 cartas patente, 9 registros de software, 12 processos de transferência de tecnologia (3 em fase de finalização) e 1 processo de fornecimento de tecnologia.

DEFINITIVO – De acordo com o professor Camilo Morejon, a carta patente é a fase final do processo de proteção intelectual. “É mais um pedido de patente que conseguiu finalizar o processo de proteção junto ao INPI, com a obtenção definitiva da carta patente”, explica ele ao destacar que “foram longos 7 anos, desde a data do pedido até a data de concessão da carta patente”.